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Conservação Única

Conservação Única

Cristiane Schilbach Pizzutto, Helen Colbachini & Pedro Nacib Jorge-Neto

Tradução para o português do artigo One Conservation: the integrated view of biodiversity conservation, publicado na Animal Reproduction (2021).

Conservação Única: a visão integrada da conservação da biodiversidade

A atual situação global requer tomadas de decisão urgentes para reverter os processos de extinção em massa de milhares de espécies. Como forma de mostrar a importância de ações conjuntas neste processo, pretendemos apresentar o conceito de Conservação Única (One Conservation) como uma nova proposta de integração da sustentabilidade, conservação in situ e ex situ para a restauração de ecossistemas. De acordo com as Nações Unidas, estamos iniciando a década de restauração de ecossistemas e em associação com as diretrizes da União Internacional para a Conservação da Natureza, podemos somar esforços na conservação do planeta. A sobrevivência de muitas espécies de animais selvagens depende do manejo das populações atualmente mantidas em condições ex situ (sob cuidados humanos). Para facilitar a troca de material genético entre as populações in situ e ex situ, as biotécnicas reprodutivas têm se tornado uma grande ferramenta, possibilitando a restauração das espécies em seus ambientes naturais. Para que a conservação efetiva ocorra, deve haver uma visão integrada do problema como um todo, e as ações para as soluções devem ocorrer em conjunto com as diferentes esferas da sociedade. Mais ainda, a conservação deve ser realizada pelo setor público, pelo setor privado, pelo terceiro setor e, não menos importante, pelo setor agrícola.

Conservação Única é definida como uma interconexão entre planos de conservação ex situ e in situ, ações antrópicas no meio ambiente e pesquisas em diferentes áreas que abrangem a conservação.

Introdução

A espécie humana, apesar de considerada muito jovem em comparação com  outras espécies animais  (Gershwin 2016),  é dotada de características e habilidades intelectuais complexas  (Gabora e Russon 2011). Mesmo assim, a humanidade ainda não sabe como trabalhar harmoniosamente com a relação homem-animal-meio ambiente. Ao contrário do preservacionismo  –  que se concentra na proteção integral da natureza, sem interferência humana  –, o conservacionismo contempla  salvar  o meio ambiente  através do uso  sustentável  e harmonioso  da natureza pela humanidade (Pádua 2006).

Estamos experimentando a sexta extinção em massa da vida selvagem na Terra e ações humanas    –  como desmatamento, incêndios florestais, mineração, urbanização, fragmentação de habitat, etc. –  estão mudando rapidamente o estado de conservação de  várias  espécies animais e vegetais (Ceballos et al. 2015). Associados a todos esses problemas, eventos estocásticos têm contribuído para tornar as populações animais menores e isoladas, levando-as a desaparecer rapidamente e sem retorno (vórtice de extinção;   Keller, 2002).  Ações de conservação são realizadas em todo o mundo, atingindo diferentes graus de eficácia. No entanto, a falta de uma visão integrada entre as ações muitas vezes limita sua eficácia.

Devido à necessidade urgente de acelerar as ações globais focadas na restauração de ecossistemas degradados (Waltham et al. 2020),  Década da Restauração de Ecossistemas 2021-2030 das Nações Unidas foi instituída para prevenir, parar e reverter a degradação dos ecossistemas em todo o mundo. É um momento decisivo para tomar decisões cruciais e estabelecer uma parceria com todas as partes interessadas para a criação de estratégias de ação de conservação. Olhando para esse cenário, pretendemos apresentar o conceito de Conservação Única (One Conservation) como uma nova proposta de integração da sustentabilidade, das conservações in situ e ex situ para a restauração dos ecossistemas (Fig 1).

Fig 1. Diagrama de Venn – Conservação Única está na intersecção de sustentabilidade, conservação in situ e ex situ. Ilustração: Carolina Schilbach Pizzutto.

Contextualizando o conceito

A percepção da integração entre a saúde humana e animal começou no século XIX com Rudolf Virchow. Foi alcançado através da definição do conceito de Saúde Única (One Health) como estratégia mundial de integração da saúde humana, animal e ambiental por meio da comunicação e colaboração entre diferentes profissionais relacionados a essa área (Pinillos et al. 2015). Desenvolvendo esse conceito,  Pinillos et al. (2015)  sugerem uma abordagem mais complexa, definindo o conceito de Bem-Estar Único (One Welfare), reconhecendo as interconexões entre o bem-estar animal, o bem-estar humano e a conservação ambiental.

Reconhecendo a urgência de criar uma estratégia global única para reverter a desigualdade social e a degradação ambiental, as Nações Unidas definiram dezessete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para sua agenda para o ano 2030 (Assembleia Geral da ONU 2015). Também definiu 2021-2030 como a Década da Restauração dos Ecossistemas.

A pandemia COVID-19 destacou ainda a inter-relação entre a saúde e o bem-estar do homem, dos animais e do meio ambiente. E é nesse contexto que sugerimos a criação de um conceito ainda mais abrangente:  o conceito de Conservação Única (One Conservation), que engloba conceitos de Saúde Única e Bem-Estar Único e reconhece a interdependência de espécies humanas, espécies animais e ecossistemas de conservação.

Sustentabilidade significa garantir os direitos e o bem-estar dos seres humanos sem esgotar ou diminuir a capacidade dos ecossistemas da Terra de sustentar a vida, ou em detrimento do bem-estar dos outros (FAO 2018). Trata-se de um conceito multidimensional que engloba a integridade do meio ambiente, o bem-estar da sociedade, a resiliência econômica e a boa governança. A integração de ações que facilitem a restauração dos ecossistemas é uma emergência.

In Situ + Ex Situ

Restaurar populações não é uma tarefa fácil e ações integradas entre a conservação in situ e ex situ  são essenciais. Ações conjuntas multidisciplinares, com parcerias públicas e privadas e de diferentes segmentos da sociedade devem ser realizadas. A conservação in situ consiste em estratégias para a conservação de ecossistemas e habitats naturais e a manutenção e recuperação de espécies viáveis por meios naturais. A conservação ex situ – sob cuidados humanos – tem como foco a preservação e recuperação de espécies através de populações em cativeiro.

A manutenção ex situ da fauna silvestre é alvo de críticas em vários países ao redor do mundo, mas atualmente essa coleção de animais sob cuidados humanos pode ser a única alternativa para a sobrevivência de muitas espécies. A existência de um zoológico ou de um aquário só se justifica por sua capacidade de desempenhar seu papel dentro dos quatro pilares estabelecidos por Hediger (1950): conservação, pesquisa, educação e entretenimento. Da mesma forma, a conservação in situ depende principalmente da compreensão e eliminação dos fatores de declínio das populações selvagens. Assim, a conservação in situ não é eficiente quando a espécie está abaixo da população mínima viável. O sinergismo de ações ex situ e in situ reforça não só o pilar de conservação, mas também a necessidade da existência dessas instituições.

A conservação, seja in situ ou ex situ, envolve a manutenção de populações viáveis mínimas. Uma população mínima viável é o menor tamanho populacional com alta probabilidade – 90% ou mais – de persistir pelos próximos 100 anos (Shaffer 1990; Shaffer 1981). Reed et al. (2003) estimou que o tamanho médio mínimo da população adulta viável para a maioria das espécies de vertebrados vivos livres é de 7.000 indivíduos. Em cativeiro, esse número varia entre 500 e 1.000 animais (Frankham et al. 2014; García-Dorado 2015). Portanto, as diretrizes da IUCN (IUCN/SSC 2014) incluem uma população de segurança entre as estratégias para um programa de conservação ex situ.  

Muitas vezes, a única alternativa para a sobrevivência de espécies ameaçadas de extinção é a adoção de estratégias integradas de conservação ex situ para zoológicos, aquários e centros de reprodução científica. Ao mesmo tempo, pesquisas fundamentais na compreensão da diversidade de características não só dessas espécies, mas de praticamente todo o reino animal, ocorrem nessas instituições. Para Pizzutto (2020), muitas dessas características vêm dos mecanismos envolvidos na regulação dos diversos modelos fisiológicos e comportamentais que evoluíram de diferentes estratégias de adaptação, como resultado de pressões seletivas exercidas pelo ambiente modificado ou não.

Quando gerenciamos animais silvestres com a intenção de fornecer experiências positivas para eles dentro dos domínios de saúde, nutrição, ambiente e interações comportamentais, buscamos mais do que uma adaptação ao seu ambiente, mas que eles prosperem como espécie e atinjam seu nível de bem-estar ideal, dentro do quinto domínio – o mental. Para Mellor et al. (2020), os efeitos no quinto domínio são gerados pelo processamento cerebral de estímulos externos a partir de insumos sensoriais que permitem aos animais interagir com seus ambientes, alcançando ou não seus objetivos selecionados. As interações comportamentais afirmam as emoções positivas e/ou negativas vivenciadas pelos animais e ditarão a condição de bem-estar.

Tudo reforça o quanto a conservação depende do bem-estar. Garantir a saúde física, mental e emocional aos animais são formas de garantir uma boa aptidão para uma espécie para que ela possa prosperar, tornando-se capaz e viável em programas de manejo populacional. Uma espécie mantida ex situ apta e viável é um grande passo para a parceria com in situ. Se essas populações mantidas sob cuidados humanos podem realizar a troca genética com espécies livres e vice-versa, os zoológicos, aquários e criadouros científicos estarão exercendo seu papel como metapopulação e permitindo um aumento da variabilidade genética.

A visão de que as ações de conservação in situ devam ser priorizadas antes que ações ex situ está desatualizado e obsoleto. Ambos são igualmente importantes, e o conceito de Conservação Única propõe que ambos sejam conduzidos de forma integrada. O argumento de que a conservação ex situ é cara uma visão limitada, pois desconsidera que as entidades privadas, através de zoológicos, aquários e criadouros científicos são atores extremamente importantes no meio da conservação e investem e pagam pelas ações ex situ. Da mesma forma, a conservação in situ precisa ser conduzida de forma realista, com base em fatos. Conduzi-la apenas com otimismo pode resultar na extinção de espécies ou populações em determinadas áreas ou biomas, não aderindo aos fatos e procrastinando ações efetivas. Portanto, esperar passivamente por estudos adicionais pode prejudicar ainda mais espécies em uma situação crítica de conservação.

Biotecnologia Reprodutiva para Conservação Única

A troca genética entre populações in situ e ex situ pode ser facilitada por biotecnologias reprodutivas, como a inseminação artificial, a fertilização in vitro, a transferência de embriões e até a clonagem e transgenia. De acordo com Baldassarre et al. (2015), o desenvolvimento dessas biotecnologias seria fundamental para permitir seu uso como ferramenta para reconstruir o equilíbrio em números de animais para tais espécies ameaçadas de extinção.

O desenvolvimento de biotecnologias reprodutivas para espécies de animais selvagens abrange três temáticas principais: o conhecimento básico da espécie (por exemplo, fisiologia reprodutiva, comportamento reprodutivo e copulatório); biotecnologias no macho (por exemplo, colheita eficiente de sêmen e criopreservação); e biotecnologias na fêmea (por exemplo, técnicas de inseminação, colheita de oócitos e produção de embriões in vitro).

Bancos de germoplasma (bio-bancos) estão sendo criados em todo o mundo para armazenar material biológico de várias espécies mantidas tanto in situ quanto ex situ. Isso pode garantir a preservação de espécies raras e ameaçadas no futuro (Comizzoli 2017). Associado às informações do studbook e aos programas eficazes de gestão populacional mencionados acima, o bio-banco é um grande aliado da conservação. Uma vez que a reprodução pode ser realizada sem a necessidade de transporte do animal, o bio-banco pode proteger espécies e permite a reprodução direcionada (diminuindo a disseminação de doenças, eliminando incompatibilidades genéticas).

Um grande exemplo é o Frozen Zoo, localizado no Beckman Center for Conservation Research da San Diego Zoo Wildlife Alliance. É atualmente a maior e mais diversificada coleção de germoplasma do mundo. Tem o potencial de produzir descendentes usando biotecnologias reprodutivas e talvez resgatar espécies como o rinoceronte branco do norte à beira da extinção.

Estratégias de conservação da fauna brasileira estão sendo tomadas através da criopreservação e armazenamento de germoplasma em  bio-bancos  (Machado et al. 2016; Miranda et al. 2019; Praxedes et al. 2018a). Gametas de diferentes espécies estão sendo colhidos e criopreservados  (Araujo et al. 2020; Carelli et al. 2017; Silva et al. 2020b; Silva et al. 2019a; Silva et al. 2019b), bem como  células somáticas (Praxedes et al. 2018b) e fibroblastos e diferentes tecidos como o testicular  (Silva et al. 2020a), ovariano (Campos et al. 2019b), pele de animal post mortem (Machado et al. 2017; Santos et al. 2021), folículos pré-antrais  (Campos et al. 2019a) e até mesmo células somáticas de folículos de penas (Cardoso et al. 2020). Embora essas biotecnologias sejam extremamente promissoras para a conservação das espécies, é importante notar que muitas delas ainda não foram bem-sucedidas em animais livres.

Conservação Única: A visão integrada

Para que uma conservação efetiva ocorra, deve haver uma visão integrada do problema e ações para soluções deve ocorrer em conjunto por diferentes esferas da sociedade. Ainda mais, a conservação deve ser realizada pelo setor público, pelo setor privado, pelo terceiro setor, e não menos importante, pelo setor agropecuário. A sociedade deve estar ativamente envolvida na conservação, desde a dona de casa até o presidente do país. Alguns dos profissionais que trabalham diretamente com a conservação são biólogos, biólogos marinhos, botânicos, gerentes de conservação e planejadores, guias de ecoturismo, especialistas em educação ambiental, ecologistas paisagistas, guardas florestais, médicos veterinários, zootecnistas, cineastas e  fotógrafos da vida selvagem – sendo estes dois últimos os grandes porta-vozes da informação e do estado de conservação da natureza para a sociedade.

A inserção de agricultores e pecuaristas no cuidado ambiental é essencial para a Conservação Única, dado o tamanho das terras pertencentes à estas categorias. Apesar das intenções do setor da agropecuária em conservar, o apoio dos técnicos de conservação é essencial é fundamental para uma atuação positiva na produção rural sustentável e eficiente. Portanto, os conservacionistas precisam ver o agronegócio como uma oportunidade de conservação sustentável, não como um vilão, e trabalhar juntos visando a Conservação Única.

Apesar da importância de todas essas ações já serem conhecidas, a dificuldade de integrá-las em favor da conservação ainda é um grande problema para a efetividade dos diferentes planos de gestão. Uma solução seria compilar todas as informações obtidas a partir de projetos de fauna em uma única plataforma digital de conhecimento técnico-científico e acesso aberto à sociedade científica e civil.

Outro ponto-chave seria a manutenção de registros atualizados de animais – por meio do Sistema de Gestão de Informações Zoológicas, Studbooks ou outras ferramentas – mantidas por instituições associadas. Essas associações também devem atuar como facilitadores de contato entre diferentes zoológicos e aquários, bem como criadouros científicos, pesquisa e/ou também em instituições de conservação situ que conhecem biotecnologias reprodutivas.

O registro e a disponibilização desses animais para colaborar com os programas de Conservação Única devem ser obrigatórios e condicionados ao processo de certificação dos zoológicos e sua manutenção como membros associados. Essas certificações seriam um passo importante para garantir que as populações mantidas em condições ex situ estejam sob a gestão de instituições que atendam a protocolos reconhecidos de cuidado animal, e que essas instituições estejam comprovadamente comprometidas com a conservação, aumentando a confiança de grupos de pesquisa in situ e trabalhando perfeitamente com zoológicos e aquários.

Conclusões

O sinergismo entre diferentes linhas de pesquisa é essencial para a conservação de qualquer espécie e nada é eficaz isoladamente. Dessa forma, diferentes grupos (por exemplo, comportamento, monitoramento in situ, educação ambiental, resolução de conflitos, reprodução, genética etc.) devem trabalhar juntos com o mesmo propósito: conservação. A conservação é essencial para incluir ações de educação ambiental para a convivência e resolução de conflitos.

A Conservação Única é definida como uma interconexão entre planos de conservação ex situin situ, ações antrópicas sobre o meio ambiente (sustentabilidade) e pesquisas em diferentes áreas que englobam a conservação.

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Como citar este artigo: Pizzutto CS, Colbachini H, Jorge-Neto PN. One Conservation: the integrated view of biodiversity conservation. Anim Reprod. 2021;18(2):e20210024. https://doi.org/10.1590/1984-3143-AR2021-0024


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Pedro Nacib Jorge-Neto
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Presidente Adjunto do Instituto Reprocon e Diretor Técnico-Comercial da IMV Technologies. Médico Veterinário, Mestre em Reprodução Animal (FMVZ/USP), MBA em Agronegócios (ESALQ/USP), Doutorando PPGRA-FMVZ/USP

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