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Plantar Para Restaurar

Plantar Para Restaurar

Hoje, dia 21 de setembro é comemorado o Dia da Árvore, que marca o início da primavera no Brasil, essa data mostra a importância das florestas, tem como objetivo conscientizar a população a respeito da preservação das árvores para o equilíbrio do meio ambiente. 

Essa comemoração surgiu no final do século XIX, em 10 de abril de 1872, quando Julius Sterling Morton decidiu plantar uma grande quantidade de árvores em Nebraska, Estados Unidos, esse dia ficou conhecido como “Day Arbor”, um marco ecológico da conscientização e preservação das espécies arbóreas. 

Foto: floresta - unsplash

 

SÍMBOLO DA NATUREZA

A árvore é um grande símbolo da natureza e é uma das mais importantes riquezas naturais que possuímos. São essenciais para nossa existência, contribuindo para a biodiversidade através da produção de oxigênio, redução das temperaturas nas grandes cidades, servem de abrigo para outras espécies, suas flores e frutos como fonte de alimento, aumentam a umidade do ar, evitam erosão do solo e muitos outros.

As árvores também são importantes economicamente, com produção de madeira servindo de matéria-prima para criação de móveis e casas, e da celulose extraída, principalmente pinheiros e eucaliptos, para fabricação de papel. Também se aplicam na indústria farmacêutica

Infelizmente a relação humana com as florestas estão colocando a natureza em risco, as as atividades de desmatamento, queimadas, rodovias, mineração, agricultura intensiva, pecuária, expansão urbana e exploração de madeira, resultam em grandes taxas de degradação ambiental e na destruição dos serviços ecossistêmicos. Segundo o relatório da ONU, o Brasil foi o país que mais perdeu áreas de florestas entre 2010 e 2015 no mundo, cerca de 984 mil hectares por ano.


Foto: plantio de mudas - unsplash

O reflorestamento é uma solução fundamental para a luta contra o aquecimento global, e deve se tornar prioridade. Além de ações para reduzir o uso do transporte de combustíveis fósseis, a plantação de árvores é a forma mais eficaz de captura de CO2, uma vez que as florestas absorvem 29% de todas as emissões de dióxido de carbono. 

Na década de 1970, Akira Miyawaki, um botânico japonês, desenvolveu um método para restaurar florestas nativas em terras degradadas ou destruídas. Esse método recebeu o nome de Método Miyawaki e conta com quatro passos, são eles: primeiro passo é a identificação da área de reflorestamento e quais plantas melhor se adaptam à região, em seguida a preparação do terreno pela limpeza do solo, adubação, elementos para auxiliar na retenção de água e criação de uma colina com até 30 metros de inclinação, o terceiro passo é o plantio de 3 a 5 mudas por metro quadrado e o último é regar e cuidar da plantação contra pragas e ervas daninhas pelos três anos seguintes. 

Akira criou 1.700 novas florestas por toda a Ásia utilizando seu método, França e Bélgica já implementaram esse método para criação de florestas urbanas e muitos outros países adotaram essa medida para mitigar o efeito das mudanças climáticas.  

O Instituto Conhecer para Conservar, instituição responsável pela Academia da Conservação, nos últimos 5 anos realizou o plantio de mais de 20.000 mudas de plantas nativas de Mata Atlântica no Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e Fernando de Noronha, tudo isso através do apoio do Grupo Cataratas, prefeituras locais e de centenas de voluntários.

O dia de hoje é visto como um dia de reflexão e mudança sobre nossas atitudes em relação ao meio ambiente, que nos afetaram e a geração futura. Políticas públicas, campanhas de reflorestamento e maior fiscalização para frear queimadas e desmatamento é necessário cada vez mais. 


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