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Mercado de Negócios Sustentáveis é tema entre imprensa e especialistas

Mercado de Negócios Sustentáveis é tema entre imprensa e especialistas

Mediado pela jornalista Amélia Gonzalez, evento online reuniu o diretor de Sustentabilidade do Grupo Cataratas, Fernando Sousa, e o biólogo e pesquisador Hugo Fernandes para falar em ações que aliam negócios ao propósito da sustentabilidade.

A cada dia, mais empresas estão atentas a atrelar seus planos de negócios a propósitos em prol da sustentabilidade. A degradação dos ecossistemas terrestres e marinhos compromete o bem-estar de 3,2 bilhões de pessoas em todo o planeta, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Ações pelo restabelecimento desses ecossistemas permeiam nossas vidas e definirão a continuidade da nossa existência no planeta. Atentos à necessidade de aprofundar o debate, que envolve Economia, Negócios e Meio Ambiente, entre outras editorias, Grupo Cataratas e Instituto Conhecer para Conservar se reuniram a jornalistas para debater o tema: afinal, é possível ter modelos negócios sustentáveis?

Para Fernando Sousa, diretor do Grupo Cataratas, não só é possível, como também é mandatário. Para a empresa, principal concessionária do ecoturismo do país, responsável pela gestão de visitação em atrativos naturais como as Cataratas do Iguaçu, AquaRio, BioParque do Rio, Parque Nacional da Tijuca, Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, entre outros, é sim possível pensar em modelos de negócios que aliem a rentabilidade, à sensibilização da sociedade a respeito da temática da conservação da natureza, e gerando impacto positivo nas comunidades do entorno.

O executivo usou como exemplo prático e já estabelecido, o Parque Nacional do Iguaçu, onde a venda de ingressos se reverte em parte para pesquisas sobre a onça-pintada e a operação do parque faz girar a cadeia produtiva local em torno do tema, uma vez que no próprio parque são comercializados produtos com a temática do maior mamífero carnívoro do continente americano.

"Através do lúdico, conseguimos mobilizar que o público, que potencialmente poderia ser um turista que causaria um impacto no local, crie uma conexão do coração com aquele local e passe a ser um aliado da conservação", destaca Sousa.

Questionado pela jornalista Amélia Gonzalez sobre como conter o turismo predatório em áreas de conservação, o biólogo e pesquisador da UECE, Hugo Fernandes, propôs uma reflexão, usando como exemplo grandes metrópoles que adotam comportamentos sociais de respeito ao convívio coletivo apenas em determinadas áreas da cidade para afirmar que o comportamento daquele que é tido como "mau turista" é, na verdade, regulada pelo meio social em que vivemos. Então é necessário transformar a realidade das pessoas para fazer com que elas impactem positivamente o meio em que estão inseridas: "Em Recife, por exemplo, só se respeita faixa de pedestres na Avenida Beira-Mar, no restante da cidade, não. A infração à beira-mar não acontece porque é passível de se repreender socialmente que não respeita", afirma. 

O biólogo parte desse raciocínio para explicar que maus comportamentos estão estritamente ligados à aceitação social e que para que a transformação aconteça, ela deve criar um círculo virtuoso de uma influência positiva por parte da sociedade.

Fernandes também faz uma provocação econômica ligada à perda dos ecossistemas:

"Quanto vale um animal, uma ave que se perde para sempre na natureza? Se a gente não entende a função dela no ecossistema em que está inserido, não consegue estimar. Se conseguir, vai ver que a perda de uma ave, por exemplo, dispersora de pólen, impacta diretamente na cadeia produtiva do país, de forma sistêmica".

Esse foi mais uma mesa-redonda do Conservação Integrada Summit 2021-2030, transmitido no dia 10 de dezembro de 2020. Um grande encontro conectando negócios sustentáveis, ciência, conservação e jornalismo.

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Juntos pela Década da Restauração de Ecossistemas.

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