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Combate à poluição marinha no Rio de Janeiro

Combate à poluição marinha no Rio de Janeiro

PROJETO ILHAS DO RIO PROMOVE CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE POLUIÇÃO NO MAR EM PARCERIA COM O AQUÁRIO MARINHO DO RIO DE JANEIRO

Ação acontece neste domingo, dia 21 de novembro, na orla de Ipanema!

O descarte irregular de lixo vem trazendo danos irreversíveis ao ambiente marinho não só no Brasil como em todo o mundo. Pensando nisso, o Projeto Ilhas do Rio vai promover uma campanha para conscientizar a população carioca alertando para os problemas causados pela poluição no oceano. A primeira ação ocorre no dia 21 de novembro, na praia de Ipanema, em parceria com o AquaRio (Aquário Marinho do Rio de Janeiro). A segunda, dia 12 de dezembro, acontece em Copacabana, em conjunto com o evento Rei e Rainha do Mar. O projeto Ilhas do Rio é realizado pelo Instituto Mar Adentro, com patrocínio da Associação IEP e JGP e curadoria técnica do WWF-Brasil, e tem como um dos pilares de atuação a educação ambiental e mobilização social para conservação marinha. Essas ações contam também com o patrocínio da Corona, parceria do Projeto Verde Mar e apoio do Grupo Cataratas, Aquário Marinho do Rio de Janeiro e da cooperativa COOPAMA.

Domingo, entre 9h e 13h, a população está convidada a ajudar, levando para a tenda do projeto especialmente montada na altura da Rua Henrique Dumont, lixo eletrônico e vidros, em troca de brindes. O lixo recebido será destinado à cooperativa de reciclagem COOPAMA que fará o encaminhamento correto de cada tipo de resíduo. Para sensibilizar os passantes, uma exposição fotográfica vai mostrar os flagrantes da interação da biodiversidade com o lixo marinho e educadores do AquaRio vão promover atividades voltadas para o público infantil para abordar, de forma lúdica, a problemática do lixo plástico no oceano e suas consequências para a vida marinha.

SERVIÇO

Campanha de Conscientização Poluição Marinha/Projeto Ilhas do Rio

Dia: 21/11/21
Local: Praia de Ipanema (em frente à Rua Henrique Dummont)
Horário: 9h às 13h

PROJETO ILHAS DO RIO/HISTÓRICO

Ilhas do Rio: um projeto de pesquisa e educação ambiental para conservação marinha!

Há uma década, o Projeto Ilhas do Rio iniciou suas atividades no MONA Cagarras, Unidade de Conservação (UC) situada no Rio de Janeiro, registrando mais de 600 espécies de animais e plantas, entre elas, algumas raras, endêmicas e inéditas para a ciência.

Recentemente, as Ilhas Cagarras e Águas do Entorno receberam o título de Hope Spot (Ponto de Esperança). Esse importante reconhecimento é dado pela Mission Blue, uma aliança internacional liderada pela dama da conservação marinha, Dra. Sylvia Earle. Os Hope Spots são locais cientificamente considerados como críticos para a saúde do oceano e as importantes descobertas realizadas pelo Projeto permitiram essa conquista.

O pioneirismo do projeto possibilitou descobertas preciosas, como, uma espécie de perereca endêmica, que só existe ali; uma espécie de árvore, a Gymnanthes nervosa, que não era encontrada no município desde 1940. Também foram catalogadas esponjas-do-mar com propriedades medicinais, como a Petromica citrina (ou esponja-dourada), e outras ameaçadas, como a esponja-carioca Latrunculia janeirensis, uma das espécies marinhas que consta na categoria Vulnerável do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, publicado pelo ICMBio (2018). Para completar, pesquisadores descobriram um sítio arqueológico Tupiguarani na Ilha Redonda, onde também foram contabilizadas mais de cinco mil fragatas, tornando oficialmente o MONA Cagarras um dos maiores ninhais da espécie do Atlântico do Sul.

Uma das principais missões do projeto é subsidiar órgãos tomadores de decisão com dados científicos produzidos com suas pesquisas, para criação de políticas públicas de conservação ambiental para o litoral carioca.

Dentre as pesquisas do projeto, destacam-se o monitoramento a longo prazo de baleias, golfinhos, tartarugas e peixes. A pesquisa inédita para diagnóstico da mastofauna terrestre (mamíferos), tanto nativa quanto exótica, como roedores e morcegos. Outra pesquisa inédita para a região é o reflorestamento da Ilha Comprida, com a retirada do capim-colonião, espécie invasora, e replantio de espécies nativas. Desde 2014, já foram plantadas mais de 350 mudas de quatro espécies nativas. A aroeira (Schinus terebinthifolius) é a espécie que apresentou melhor resultado até hoje, crescendo como árvores de até 3 metros e com presença de frutos. A sombra das árvores impede o crescimento do capim dando oportunidade para as sementes das plantas nativas germinarem e crescerem naturalmente no local.

Além da pesquisa científica, o Projeto Ilhas do Rio atua em outras duas frentes: a educação ambiental e a mobilização social. Ambas têm como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da preservação ambiental, e sensibilizá-la quanto à problemática da poluição no mar e seu impacto na vida marinha. Além de promover seu engajamento no apoio às medidas de conservação, turismo consciente e uso sustentável da Unidade de Conservação e seu entorno.

O Projeto é realizado pelo Instituto Mar Adentro, com patrocínio da Associação IEP e JGP, e curadoria técnica do WWF-Brasil e conta com importantes parcerias com o ICMBio, a Colônia de Pescadores de Copacabana-Z13, o Museu Nacional-UFRJ e o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.


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